O mercado erótico tem apenas 30 anos no Brasil. Com a disseminação da extinta franquia do “Ponto G” na década de 80, o consumo de produtos eróticos expandiu-se pelas capitais do país. Antes, para o consumidor ter acesso a esses produtos, era necessário fazer encomendas aos amigos que viajavam ao exterior.
A movimentação gira em torno de R$ 800 milhões ao ano, com uma taxa de crescimento de 10 a 15% anuais. Emprega cerca de 30 mil pessoas em todo país com um perfil diferenciado (de atrizes pornô à revendedoras porta a porta, de strippers à engenheiros de produção).
A importação ainda é responde por 85% dos 5 mil itens que circulam nas 700 sex shops brasileiras. Os rincões menos populosos são ainda abastecidos por cerca de 3000 revendedores domiciliares. Mas já temos cerca de 50 fábricas especializadas em próteses, cosmética intima, e vesturário sensual.
Em São Paulo, capital que mais consome produtos e serviços eróticos do país e sede do evento, o mercado erótico movimenta R$250 milhões anuais. São 150 sex shops faturando R$50 milhões anuais com o foco no público feminino ( 70% das vendas).
Com a popularização de vendas pela internet, nasceram muitas sex shops virtuais. 500 delas estão ativas e competitivas: lideram o ranking das compras “discretas” já que enviam o produto para o local de preferência do consumidor via correio e usam suas identidades juridicas nas cobranças nas faturas de cartões de crédito.
Dados: ABEME – Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erotico
Segundo Evaldo Shiroma, o organizador do evento, este ano, a Erótika Fair tem entre seus expositores 30% de novos empresários. Isso demonstra de fato o que os índices de crescimento apontam em números: o mercado consumidor erótico tem expandido cada vez mais. “Este ano esperamos mais de 20 mil visitantes com a libido a flor da pele" comemora Shiroma.
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